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Inauguração
Opening

09.05.2026

16h / 4 pm
Sábado / Saturday

09 MAI - 19 JUN

RUI MOTA

"Geodésico-Gigante"
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"Geodésico-Gigante"

Devido um erro de cálculo, a presente exposição esteve para se chamar Gravata-Grilo e embora a relação da manta, laço ou fita do pescoço e o inseto ortóptero saltador mantivessem a lógica por trás configuração do título, há algo nas palavras Geodésico-Gigante que parece mais afortunado – todavia, mais importante que o sentido das duas palavras que dão título a esta exposição é o exercício de medição da qual resulta a sua escolha e que mais se assemelha o hífen que as separa.

Sem grande pachorra para o jogo das significâncias, que poderiam unir as obras em exposição ao título da mesma, aplicou-se à sua formulação um gesto que acompanhou várias das peças apresentadas na Exteríl. Medir, dividir e procurar centros. O dicionário (mais tarde o leitor) encarregar-se-ia da significação. O Dicionário elementar da língua portuguesa que se encontra no livreiro que me defronta no momento da escrita – com um tal Carlos Alberto de Almeida como dono original - servirá perfeitamente. Foi publicado 1961 pela Editora de Educação Nacional de Adolfo Machado que outrora ocupou a porta 125 da Rua do Almada e o seu autor, Augusto Moreno, garante que é um livro repleto de grafia rigorosamente atualizada – então fico sossegado.

Divido pela metade as suas 920 páginas de modo a encontrar o seu centro nas páginas 460-461, embora a paginação indique o número 448-449 por causa das primeiras folhas do dicionário que ficaram por numerar. Quer na página da esquerda como na da direita, uno a lápis os cantos da folha de modo a encontrar, na interseção do “X” desenhado, o centro da mesma. O dicionário é por norma paginado em duas colunas de igual dimensão, o que poderia indicar que o centro da página estaria entre estas. Porém um pequeno ajuste ótico desvia cada um dos conteúdos das páginas em direção às margens do livro e permite que o centro das páginas seja traçado em cima de duas palavras específicas - “geodésico” na esquerda e “gigante” na direita.
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Rui Mota



Natural de Matosinhos, vive e trabalha no Porto como artista plástico, investigador e docente universitário. Foca, desde 2018, o seu trabalho prático-teórico, no carácter ineliminável da arte:
Usando a Escultura como disciplina predileta, apura a expansão da arte além dos limites físicos do objeto por meio de reflexões inerentes ao espaço, tempo e público – conceitos que considera participantes indispensáveis da arte. Licenciado e Mestre em Artes plásticas, com especialização em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde apresentou em provas públicas a sua Investigação intitulada “Ineliminável: Escultura além dos limites físicos do Objeto”. Atualmente é Professor Assistente Convidado no Departamento de Artes Plásticas, Secção de Escultura, na FBAUP e investigador bolseiro pela FCT através do plano de Doutoramento em Artes Plásticas, sediado no i2ADS. Expõe com frequência desde 2018, a título individual e como membro do coletivo Lab.25 que, em 2019, ajudou a fundar e através do qual procura potenciar reflexão e discussão sobre a condição contemporânea de contextos urbanos. Propõe-se também a projetos de curadoria e expografia como membro integrante da equipa de produção da Galeria Ocupa e do coletivo Arújomotateixeira, fundado em 2023 e responsável pelo projeto “o Bastidor” - apoiado da Fundação Calouste Gulbenkian, pela Direção Regional de Cultura do Norte e pela Escola Superior de
Educação do Porto.

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Curadoria de:
Curated by:
Teixeira Barbosa

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Metro
Subway
- Faria Guimarães
- Marquês de Pombal
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Localização
Location
exteril - mapa
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Rua do Bonjardim, 1176, Porto - Portugal
Aberto na Inauguração
Open at opening
Visitas por marcação após inauguração
Visits by appoinment after opening
exteril@gmail.com
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